UM JÚRI DE EXCELÊNCIA PARA UM PRÉMIO DE EXCELÊNCIA.
EXPERIÊNCIA, CONHECIMENTO, VISÃO CRÍTICA.

O júri, designado pela INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda, é composto por cinco personalidades de reconhecido mérito ligadas ao jornalismo, sendo três elementos permanentes e dois a nomear em cada edição do prémio.

O Júri permanente é composto por Nicolau Santos, Presidente do Conselho de Administração da RTP e Presidente do Júri Prémio Jornalismo de Excelência Vicente Jorge Silva, Manuel Carvalho, diretor do jornal PÚBLICO, e João Vieira Pereira, diretor do jornal EXPRESSO.

Nesta 2.ª edição, os dois elementos de júri nomeados são Francisco Belard, vice-Presidente do Clube de Jornalistas e Luísa Meireles, Diretora de Informação da Agência Lusa.

A todos eles agradecemos o seu contributo ímpar nesta iniciativa e na dignificação do jornalismo.

CONHEÇA OS SEUS PERCURSOS E TESTEMUNHOS

Nicolau Santos

Presidente do Conselho de Administração da RTP e Presidente do Júri Prémio Jornalismo de Excelência Vicente Jorge Silva

Bio

66 anos, jornalista, presidente do Conselho de Administração da agência de notícias Lusa desde 21 de Março de 2018.

Comentador para assuntos económicos da RDP-Antena 1 desde Janeiro de 1998. Colunista dos Cadernos de Economia.

Membro cooptado do Conselho de Escola da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; exerceu as mesmas funções no Conselho de Escola do Instituto Superior Técnico e na Faculdade de Arquitectura (dois mandatos). Membro da Comissão de Aconselhamento Estratégico da Portulain Clarin – Infraestrutura da Educação para a Ciência e Tecnologia da Linguagem

Carreira: Editor de Economia da Agência ANOP. Co-fundador e posteriormente director do Semanário Económico e do Diário Económico. Director do jornal Público. Membro da direção do Expresso durante 19 anos, primeiro como subdiretor e depois como diretor-adjunto. Co-apresentador do programa da SIC-Notícias “Expresso da Meia-Noite” durante 15b  anos. Apresentou ou co-apresentou programas de televisão na RTP e na SIC Notícias. Colaborou com o Jornal de Notícias, O Jornal, TSF, O Independente, Exame.

Livros publicados

«Portugal vale a pena», Setembro de 2010, prefácio de Pedro Santos Guerreiro, Edição Caleidoscópio

Quatro livros de poesia a meias com António Costa Silva: «Jacarandá e Mulemba», 2008, Guimarães Editores; «Aroma de Pitangas num País que Não Existe», 2011, Arcádia; «Fotografias Lentas do Diabo na Cama», 2013, Arcádia; «No Interior da Pele a Geografia dos Poemas», 2018, edição dos autores.

«Discurso do Vendedor de Especiarias», poesia, edição do autor, 2018

Organizador do livro  «Pensar o Futuro: Portugal e o Mundo depois do Covid-19», Porto Editora, 2020

Moderador do livro «Deus e o Mercado, um diálogo provocador sobre religião e economia» entre o padre Vítor Melícias e o Prof. João César das Neves, Dom Quixote, 2020

Organização e seleção de poemas para o livro de poesia «Um alpendre no Bié», de António Costa Silva, Novembro de 2020, edição do autor

Distinções

Condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique (grau de comendador) pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, a 2 de Março de 2006; Medalha de Prata da Associação Industrial Portuguesa, por ocasião dos 170 anos da AIP, em 1 de Fevereiro de 2007; Sócio Honorário da Câmara de Comércio Indústria Portugal/Angola desde o dia 19 de Fevereiro de 2008; Prémio Pró-Autor da Sociedade Portuguesa de Autores pela divulgação da poesia portuguesa; Membro Honorário da Parsuk – Portuguese Association of Researchers and Students in the UK desde 18 de junho de 2016

Habilitações Profissionais

Licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG)

Sobre o Prémio

“O Prémio Vicente Jorge Silva – Jornalismo de Excelência, lançado e patrocinado pela Imprensa Nacional/Casa da Moeda surge num momento em que o jornalismo escrito em todo o mundo passa por uma situação extremamente difícil, com quebras acentuadas e consistentes do número de leitores e das receitas publicitárias. E no entanto, num quadro em que as novas gerações não leem jornais e existe uma avassaladora overdose informativa, nunca foi tão necessário o jornalismo de qualidade, que investiga, que explica, que analisa, que dá pistas ao leitor para compreender o mundo e que contribui para formar cidadãos mais conscientes, mais educados, mais cultos e mais capazes de resistir à desinformação e à manipulação informativa.
Em Portugal, o jornalismo escrito não escapa a estas tendências universais e a consequência tem sido a redução e o enfraquecimento do número de títulos na imprensa nacional e regional, a pauperização e a perda de memória das redações, a degradação das condições de trabalho, a cada vez menor capacidade para investigar demoradamente, a fragilização perante todos os poderes – e, como resultado, a acomodação das redações a um jornalismo imediatista, superficial, irrelevante.
Este prémio vem lembrar que não tem necessariamente de ser assim, que não deve ser necessariamente assim, que o grande jornalismo é um afrodisíaco poderoso para todos os que estão verdadeiramente apaixonados pela profissão e que vale a pena lutar por conseguir contar histórias melhores, mais interessantes, mais relevantes, que denunciam, que obrigam os poderes a atuar, que tornam o retângulo um sítio melhor para viver. É para isto que existe o jornalismo. É por isto que Vicente Jorge Silva lutou toda a vida. Este prémio visa incentivar o grande jornalismo e todos os que não desistem de o praticar.”

Sobre o Vicente Jorge Silva

“O Vicente foi o jornalista mais estimulante com que já trabalhei. Tinha uma curiosidade imensa, uma cultura vastíssima, um carisma incontornável e uma capacidade de liderança inquestionável. Ao mesmo tempo, tinha um enorme sentido de humor e ria-se de si próprio e de algumas coisas que fazia. Last but not least, era intrinsecamente uma excelente pessoa, apesar das suas fúrias homéricas e das suas zangas tempestuosas, que lhe passavam rapidamente.

Escrevia maravilhosamente bem e cada um dos seus textos era uma pequena jóia. Muitos deles ficam para a história do jornalismo em Portugal, até porque ele foi seguramente o jornalista que mais marcou o jornalismo em Portugal na segunda metade do século XX. Conseguiu transformar um pequeno semanário produzido na Madeira, «O Jornal do Comércio», num jornal com influência em Portugal e nas ex-colónias entre os círculos mais progressistas do país que contestavam o ambiente cinzento, bafiento e asfixiante em que se vivia. Com «A Revista», do jornal «Expresso», elevou o jornalismo português a um cosmopolitismo até aí desconhecido, em que o que se passava no mundo ou as transformações culturais ganharam espaço e muitas e excelentes reportagens, entrevistas, investigações e histórias. E mudou radicalmente o jornalismo diário obediente e bem comportado que se fazia em Portugal quando em 1990, com um grupo de jornalistas saídos do Expresso, lançou o Público. Dezenas e dezenas de grandes jornalistas que hoje se encontram espalhados por vários órgãos de comunicação social nasceram sob o seu entusiasmo e a sua paixão pelo grande jornalismo.

Para mim, o Vicente era e sempre será não um jornalista mas O JORNALISTA e tudo o que eu sempre quis foi conseguir fazer um décimo do excelente jornalismo que ele sempre fez.”

Manuel Carvalho

Diretor do jornal PÚBLICO

Bio

Manuel Carvalho nasceu em Alijó, Alto Douro, em 1965 e integrou a equipa da fundação do PÚBLICO. Estudou na Escola Normal do Porto e licenciou-se em História na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Com excepção de um breve período entre 1998 e 1999, no qual esteve no Diário Económico como Grande Repórter, desenvolveu toda a sua actividade profissional no PÚBLICO, onde foi subdirector e director adjunto (2000/2013), Redator Principal, sendo diretor do jornal desde Agosto de 2018. Recebeu o Prémio Gazeta de Imprensa em 2014.

Sobre o Prémio

“Numa altura em que o jornalismo vive grandes desafios e é ameaçado por movimentos sombrios que dispensam os factos em favor da manipulação e do radicalismo, os exemplos fazem mais falta do que nunca. Um prémio com o nome do Vicente Jorge Silva é uma forma de garantir que, apesar de todos esses desafios, o jornalismo tem referências capazes de reforçar a sua credibilidade enquanto instância de fiscalização dos poderes e de defesa dos valores da democracia e do estado de direito.”

Sobre o Vicente Jorge Silva

“O Vicente tinha em doses abundantes três das mais cruciais qualidades de um jornalista: uma enorme lucidez alicerçada numa vasta cultura; uma capacidade de mobilizar pessoas notável; e, fundamentalmente, uma coragem cívica permanente que nos levava a acreditar que o jornalismo só faz sentido quando assume por completo a sua missão de intervir em favor de valores e do interesse colectivo.”

João Vieira Pereira

Diretor do jornal EXPRESSO

Bio

João Vieira Pereira iniciou a carreira de jornalista em 1997 fazendo parte da equipa que lançou o Canal de Negócios, primeiro site de informação económica em Portugal, e que mais tarde lançou o Jornal de Negócios. Passou pelo Semanário Económico, tendo sido também responsável pelo lançamento do site do jornal. Em 1999 passa a integrar a direção do Semanário Económico, primeiro como diretor adjunto e depois como diretor onde esteve até 2006, altura em que ingressou no jornal Expresso como editor da área de Economia. Assumiu a edição executiva do Expresso em 2007 e em 2008 assume o cargo de sub-diretor e em 2010 o cargo de diretor-adjunto. Acumulou ainda funções de diretor da Revista Exame.

Em Abril de 2019 assumiu a direção do Jornal Expresso.

Sobre o Vicente Jorge Silva

Vicente Jorge Silva era o jornalismo. A imprensa escrita em Portugal deve-lhe muito do que é o seu ADN. Aquilo que é hoje deve-se em parte ao seu trabalho e ao seu génio. A criação de um prémio destes, além de honrar a sua memória, tem de servir para continuar a defender a perpetuação dos valores que defendia. Na investigação, na denúncia e no combate a amoralidade.

Francisco Belard

Vice-Presidente do Clube de Jornalistas

Bio

Jornalista profissional desde 1975, foi sucessivamente redator dos diários República, A Luta e Diário de Notícias, tendo deixado este último a convite de Vicente Jorge Silva, para ingressar no semanário Expresso (Julho de 1981), onde ficou até 2007. Colaborou também noutras publicações, sobretudo revistas culturais, como a Ler (até 2014). É licenciado em História (Universidade de Lisboa).

Sobre o Prémio

Estou em crer que o Prémio Vicente Jorge Silva é uma iniciativa não só útil e louvável como necessária. Daí que a Direção do Clube de Jornalistas se lhe associe com entusiasmo. Vai na 2ª edição, pelo que pode ser cedo para avaliarmos até que ponto cumpre os seus objetivos e as expectativas que gera. O nome que a INCM lhe atribuiu cria elevadas responsabilidades à instituição, aos júris e aos candidatos. O jornalismo é um ofício de risco e é uma profissão em risco, pelo menos no sentido em que Vicente Jorge Silva e outros seus pares dignos e competentes a entenderam. Este prémio pode recompensar e reforçar as melhores práticas do jornalismo contemporâneo, constituindo um conjunto de exemplos a reter e a reler.

Sobre o Vicente Jorge Silva

Não chegou a uma década o número de anos em que trabalhei com o Vicente e sob a sua orientação. Mas foi muito maior o período em que presenciei a sua ação renovadora e inovadora da imprensa portuguesa, desde o Comércio do Funchal, passando pelo Expresso (nomeadamente na sua Revista) e culminando na fase fundadora do Público. Personalidade forte e independente, foi sempre um adversário do imobilismo, dos conformismos, da ausência de ideias e da falta de sentido crítico. A sua criatividade e exigência devem ser retomadas noutros projetos, mas com a mesma audácia e persistência. Outra lição que nos deixa é a de que, para lá da formação nesta ou naquela escola (não necessariamente de jornalismo, de comunicação social ou de “ciências da comunicação”), o jornalismo é uma contínua aprendizagem e uma constante indagação, ao mesmo tempo que uma experiência de rigor, de democracia e de liberdade responsável.

Luísa Meireles

Diretora de Informação da Agência Lusa

Bio

Luísa Meireles nasceu em Angola. Licenciada pela Faculdade de Direito de Lisboa, abandonou a advocacia ao fim de 10 anos para se dedicar por inteiro ao jornalismo em 1989, data em que começou a trabalhar de forma permanente no jornal Expresso. Tem uma pós-graduação em Estudos Europeus pelo Instituto de Estudos Europeus da Universidade Católica de Lisboa e o curso de auditora do Instituto de Defesa Nacional. É membro do Centro de Estudos Eurodefense-Portugal e da Association Euromed- IHEDN (Institut des Hautes Etudes de Défense National).

Como jornalista, cobriu como enviada especial os anos do fim da União Soviética e a transição de regimes em todo o centro e leste europeu, incluindo as guerras dos Balcãs. Especializou-se nas áreas de Defesa e Segurança e Assuntos Europeus. Foi editora de Internacional do jornal Expresso entre 2000-2006 e, entre 2006 e 2018 Redatora Principal na secção de Política deste jornal. É desde outubro de 2018 Diretora de Informação da agência Lusa.

Publicou o livro “General Loureiro dos Santos – uma biografia” (2018), bem como «E Depois do Iraque?», em parceria com o General Loureiro dos Santos (2003)

Sobre o Vicente Jorge Silva

Se alguém tem o nome de “excelente” colado ao seu é e será sempre o Vicente. Alguém que conhecemos antes de o conhecermos. Genial, polémico, brilhante, fulgurante, inquieto até mais não… e dono de uma gargalhada inesquecível! Querido Vicente!

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